Ver os filhos brincando sempre deixa os pais felizes. Mas brincar com os filhos também deixa os pais felizes? É comum o filho chamar o pai ou a mãe para brincar. Muitas vezes, o pai ou a mãe aceita e brinca por um tempo. Mas também é comum ouvir a frase: agora não; estou ocupado, as vezes acompanhada de: “daqui a pouco” ou “mais tarde eu brinco”.
Nem sempre os adultos estão disponíveis para uma brincadeira com seus filhos e os filhos percebem se os pais estão verdadeiramente envolvidos nas brincadeiras, se gostam e se divertem com elas. Não basta dar uma atenção rápida para atender a um chamado insistente da criança.
É preciso se permitir a desfrutar de um tempo, por mais breve que seja para divertir com o filho, brincando, seja um jogo, um desenho, ou uma pintura. O importante é aproveitar o tempo de desfrutar junto algo que pode ser prazeroso para ambos. A criança brinca para entender o mundo. O adulto pode brincar para se aproximar do universo da fantasia, tão distante do mundo adulto e entender melhor o mundo infantil. Ao se permitir ser autêntico nessa convivência, o pai colabora, para que seu filho desenvolva sua segurança interna que refletirá no aprofundamento da relação com seus pais.
Sem este tempo de compartilhar, os filhos acabam acreditando que só terão atenção em caso de emergência e em nenhum momento mais. Todos perdem com isso: a criança interpreta que sua atividade não tem importância (num mundo em que as pessoas valem pelo o que fazem e não pelo que são, mesmo não sendo este o critério ideal) e os pais perdem também porque deixam de viver o fantástico mundo das descobertas das crianças.
E se um dia, os pais chamarem seus filhos para alguma atividade, como jantar ou tomar banho e eles responderem: “agora não; estou ocupado”. Lembrem-se que não vale gritar: “venha cá, agora!”
PatiJensen acha que adulto é mais legal quando brinca...

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